Hoje decidi deixar-te um testemunho de um dia-a-dia laboral difícil.
Um dia destes mudo de profissão sob o rsico de morrer aos bocadinhos...
"Ontem pelas 23h vivi um filme.
Esquadra da PSP.
Dois polícias simpáticos.
Rádio com múltiplas vozes.
Comentários mútuos de trauseuntes na rua.
Noite fria.
Chegados ao local, encontrámos um pátio em silêncio e completamente às escuras, portas cerradas de um espaço exíguo a anos de luz da civilização....
Mãe e filha em casa sossegadas.
Cenário quase idílico.
Fingimos fazer rondas habituais e eu desliguei telemóvel à minha mãe, dizendo que era este o sinal da equipa da ronda seguinte.
Senti-me intrusiva naquela casa organizada onde reinava a paz.
Um ramo se salsa em água, boiava ao lado do fogão de um cozinha já preparada para o pequeno-almoço do dia seguinte.
Mãe resignou-se com hipótese quase confirmada da institucionalização (consumada hoje) ainda em que em choque por ser tão rápido.Declarou já estar à procura de outra casa.
Ambivalência nela.
Ambivalência em nós.
PSP deixaram-nos em casa.
Noite gélida com o coração frio.
Consegui dormir.
A meio da manhã confirmação da vaga (na qual envolvi Sr. Presidente).
Colega anunciou-o à mãe. Ouviu-se pela 1ª vez a chorar.
CPCJ inquieta.
Vestimos os casacos para o inevitável.
Fomos buscá-la à escola, ao mundo colorido dela.
Levámo-la a almoçar.
Demos-lhe prendas mas os seus olhos verdes estavam tristes, apesar da euforia pela surpresa. Professora havia avisado que ela estava desconfiada com a visita da noite.
Lágrimas grossas correram no seu rosto aquando da notícia, com um hamburger do Mc`Donald´s na mão. As primeiras de sempre segundo a I.
Tirámos fotos, fomos ver o mar (instituição é na Figueira da Foz), brincámos todas nos baloiços com a paciência de um motorista simpático.
Entrou na Instutuição ansiosa, àvida de ver e de conhecer.
Abraçou-se às técnicas.
Perguntou logo se havia piscina. Ironicamente trazia o fato de banho vestido a contar com a tarde desportiva.
Não havia.
Quis ver tudo sempre agarrada a mim.
Perdeu-se com algumas meninas, que abraçou rapidamente.
Vimo-la rir.
Depois chorar ao perceber q as técnicas (as novas amigas) não dormiam na Instituição.
Pediu muito para a irmos ver.
Acusou-nos de não a deixarmos despedir dos colegas, dos escuteiros, de Coimbra.
Tinha razão.
Chorámos (vergonhosa e descontroladamente na despedida).
E no meu coração destruido, a dúvida pela incertez do acto."
1 comment:
É uma das primeiras coisas que vais aprender... É que a tua tia é uma lamechas! ;)
Há tantas coisas bonitas no mundo... A começar por ti!
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