Wednesday, February 13, 2008

Flagrante delito

Olá meu pequenino!
Já tens a avó G. como nova amiga no teu blog. Vamos ver se ela é capaz de se aventurar pelos meandros tecnológicos que, para ela, ainda são um tanto obscuros...
Gostava de falar-te da última vez que te tive nos meus braços. Adormeceste facilmente depois de muito mimo e nessa noite tive o privilégio de dormir na tua casa. Apesar do meu cansaço (mais cognitivo do que físico) o despertador biológico acordou-me cedo e corri para a porta do quarto dos teus pais em busca de um qualquer som teu...porém o silêncio reinava. Deambulei pela tua casa (e como tu já deves ter descoberto o espaço é um dos grandes aliados dela) e esperei um qualquer sinal. Mais tarde chegar-me-ia um som de água a correr e lá tentei eu nova investida...bati à porta mas ninguém respondeu e cometi a ousadia de entrar. Batias os pés e acenavas com as mãos na cama dos teus pais onde apenas o teu pai estava, dormindo de costas para ti. Não pensei duas vezes e peguei em ti, enrolei-te na manta e saí do quarto. Três segundos depois a tua mãe chamava-me à porta sem ter ainda dado conta que tu não estavas junto ao teu pai... Quando me viu contigo, qual ladra com o produto do roubo, ficou possessa e disse-me que eu tinha sido apanhada em flagrante delito...e não é que eu me senti bem?
Um beijo com sabor a sopa de alho francês (que tu já devoras...)

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