Monday, March 16, 2009

Primavera

Estamos a dias da Primavera. Lá fora uma árvore rebenta e entra-me pela janela da cozinha e faz-me feliz. É cor-de-rosa como devia ser a vida.

Estás a recuperar querido. Parece que resolveste comer por três e vingares-te dos dias em que a anestesia, o soro, as doenças ao teu lado e o hospital cinzento te faziam definhar. A comida tem que ser escondida e tu choras por mais.
Fazes-me falta em Coimbra querido, poder fugir dos problemas de meninos inocentes com quem trabalho e afundar-me em ti e nos teus beijos repenicados. Poder sair a pensar que vou ter-te nos braços em minutos. Poder ver-te crescer ao meu lado. Viseu fica a uma eternidade de Coimbra meu doce e a culpa é minha porque fui eu quem apresentei os teus papás...
O teu pai partiu para Angola e tu chamas por ele no computador. Gostas de mecher em tudo e falar muito alto. Adoras fazer tétés e acho que tens saudades da tua escola. Mas a tua mãe só te quer ver lá em Abril.

E em Abril eu quero roubar-te, passar uns dias contigo e tirar-te múltiplos beijos. E sorrir tal como a Primavera que se avizinha e que nos espreita matreira.

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