Monday, May 4, 2009

Borbulhas a eclodir



Estás a rebentar de varicela apesar das malandras das borbulhas não eclodirem e não nos permitirem pôr o Betadine que a tua mamã comprou em mini embalagens que, segundo ela (e só ela) se deterioram logo. Apontas para o teu dedo quando falamos nelas e deixas pôr o bendito produto ainda que a resmungar.

Aprendeste a dizer "Mau" brilhantemente e normalmente levantas a mão quando o pronuncias. E fá-lo particularmente comigo porque, segundo eles, te dou demasiado confiança. Ontem cansei-me das tuas estaladas e ripostei-te uma, ainda que sem qualquer impacto. Percebeste o gesto, fizeste beiçinho e choraste. Meu menino lindo, cobri-te logo de beijos e pedi-te desculpa, prometendo-te este mundo e o outro e anulando de imediato o objectivo do acto.

Não paras quieto em casa e temos necessidade de "passar o pacote" uns aos outros. És demasiado exigente querido. E depois é ver-te na rua, perplexo, a olhar embasbacado para os outros, parado e boquiaberto, qual menino aprisionado que viu a luz.

No fim-de-semana a quatro (eu, o tio M., a mamã e tu) demos pão às pombinhas,foste ao "xóxó" ao pé da escola do menino, ao escorrega e à aldeia dos avós (teus bisavós). Andaste dentro de um carrinho de mão empossado por mim, deste couves às galinhas e ouviste, absorto, o galo cantar.
E depois corremos o parque de Viseu a fazer "tétés" atrás das árvores, a olharmos a água e a passearmos o teu carro sem que tu estivesses nele...

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