Friday, September 4, 2009

Caracóis e vida.

Já tens caracóis querido.
O mundo exterior já não pode saber que tiveste um doi-dói.

Tens uma vida imensa e chamas a atenção de múltiplas formas.

Adoras e palavra "não" (ainda que dita de forma subtil e quase doce) e reages quando és contrariado. Aprendeste a levantar a mão e a dizer simultaneamente "mau", independente do género ou do n.º a quem te diriges. És extremamente teimoso e obstinado, indicadores da personalidade que está a formar-se.

A avó G. continua a ser a tua idolo industrutível e choras amiúde por ela. Quando acordas com o "tau" (expressão geneticamente herdada da tua mãe) só a queres a ela e mesmo com o choro e com o sono sabes distingui-la na penumbra sem jamais te deixares enganar. A tua avó N. deu-te, um dia destes, um copo de chá depois de teres pedido sumo e tu ripostaste firmemente "não é chá é suminho". Nem odores, nem sabores te confundem.

Chamas muitas vezes por nós mas não gostas de falar connosco ao telefone.
Esta semana, depois de vários dias inteiros que as minhas férias te dedicaram, foi complicado despedirmo-nos.
"Gigi sentada aqui" e apontavas para o lugar do co-piloto, à frente da tua cadeira. Mas qunado o carro partiu e a Gigi não se sentou ali, abriste num berreiro (em que, de forma mais silenciosa, eu também fiquei). Acalmarias mais tarde quando a tua avó G. te conseguiu convencer que o "Migueis" tinha ido apanhar as molas da roupa(que atiraste da nossa varanda com um sorriso maroto)e que a Gigi tinha ido calçar os sapatos, para depois irem, noutro carro, ter contigo a Viseu.
Chegado a casa dos avós (onde permaneces desde a partida do teu pai para Luanda)entraste curioso e perguntaste de imediato: à Gigi, à Migueis onde tá?!


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