Dois anos.
Dois mil sorrisos quando chegàmos à porta e nos mandas-te sofregamente entrar para que não pudéssemos pensar em ir embora. Sempre debaixo do teu olho a perguntar onde estamos se virámos as costas por segundos, não pensássemos nós em fugir-te. Impagável a tua recepção, a tua alegria desmedida e quase incontrolável, os teus pedidos para darmos beijos uns aos outros, mobilizando-nos a cabeça para o acto. E tu deliciado em ver-nos todos, todos juntos.És feliz com muita gente à volta querido e sofres com a nossa ausência, mesmo que a vida já te tenha ensinado a saber geri-la e a lidar com ela.
Dois anos.
Dois mil pedidos para andares de "xóxó" às costas de um e outro atrás de ti enquanto dobras o riso.
Dois anos.
Duzentas mil fugas para trás do mesmo cortinado, apesar de temos de fingir que não sabemos onde estás. Ver-te rir à gargalhada quando coincidentemente te encontramos e te voltas de novo a esconder. Nos mesmos cortinados. Com os memos rituais.
Dois anos.
Múltiplas aquisições ao nível do vocabulário. O "concença" (leia-se com licença)mais lindo do mundo quando passas entre as pessoas.
Dois anos.
A dança da "Magdalena" com o tio N. como ponto alto do teu aniversário. Ris-te desmesuradamente, abanas a cabeça ao colo de um tio maluco que faz o samba contigo ao colo. A mão no ar a acompanhar a música.
Dois anos.
A visita da D. Cacilda, a tua auxiliar favorita, a quem chamavas amiúde para te ver dançar a Magdalena.
Dois anos.
O teu pai emocionado em Luanda a cantar os Parabéns via câmara. Visvelmente triste por não fazer parte do teu dia. E eu em lágrimas por vê-lo assim e porque as minhas hormonas estão descontroladas pela gravidez do teu primo, o que me deixa ainda mais sensível do que já sou.
Dois anos.
Caracois e uma vida inesgotável.
"Quem faz aninhos hoje?" (perguntávamos)
"É o Tim" (sic).
Dois anos.
Tuesday, September 22, 2009
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